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Refinanciamento do imóvel: quando é possível entrar com o recurso

Inúmeros bancos podem conceder o refinanciamento de seu imóvel. Uma das vantagens disso é poder aplicar o crédito obtido em diversos projetos, considerando que esse procedimento não direciona a utilização do dinheiro a segmentos específicos.

 

Qualquer pessoa que precisar de crédito para financiar um apartamento novo, para começar um negócio diferente ou investir no estudo dos filhos pode solicitá-lo a qualquer momento, bastando comparecer em uma instituição financeira ou fazer uma simulação do crédito pretendido por meio do site. Esse meio facilitou a vida da população que já tem sua casa própria e, também, registrada em seu nome.

Pesando nisso, preparamos este post para que você saiba como funciona o refinanciamento de imóvel, seja da sua casa ou apartamento, de forma correta e segura. Continue a leitura e confira!

Como o refinanciamento de imóvel funciona?

A Caixa Econômica Federal (CEF) é um dos bancos que disponibiliza esse financiamento e exige alguns requisitos para aprová-lo. Você concede à instituição o seu imóvel, uma vez que ele servirá como garantia do valor desejado, para, então, obter o crédito planejado.

Em outras palavras, o refinanciamento de imóvel é um tipo de empréstimo em que a sua propriedade funciona como garantia e, também, como base de análise para a concessão do crédito. Esse bem é avaliado e uma porcentagem do seu valor é liberada ao final do procedimento, paga de uma única vez ao solicitante do refinanciamento.

Qualquer pessoa física com uma propriedade registrada em seu nome pode solicitar o refinanciamento de imóvel, mas a parcela do empréstimo fica limitada a 30% da renda líquida do solicitante.

O cliente pode usar o limite como quiser, que varia de R$ 20 mil até 50% do valor da propriedade, a depender da remuneração de cada pessoa. Ainda, o prazo para pagamento é estendido: no refinanciamento de imóvel, a quitação pode ocorrer em até 240 meses.

Além disso, há uma praticidade nas prestações mensais, pois elas são decrescentes e descontadas automaticamente de sua conta-corrente. Dessa forma, torna-se mais fácil manter a pontualidade do pagamento e evitar a perda do bem imóvel.

Vale ressaltar que são concedidos inúmeros benefícios para quem deseja esse tipo de financiamento justamente porque a instituição financiadora tem o bem imóvel em garantia. Ou seja, caso o financiante pare de pagar as parcelas, pode perder sua casa ou seu apartamento.

Se você tem organização e cumpre os seus compromissos, saiba que o refinanciamento de imóvel pode ser um ótimo recurso para auxiliar na obtenção de dinheiro e na conquista de outros sonhos. Quite as parcelas de forma pontual e evite transtornos futuros.

Como ele é concedido?

Assim como o financiamento de imóvel, o refinanciamento funciona como um empréstimo e, por esse motivo, a instituição financiadora não concede para todos, ampla e indistintamente.

Isso significa que o banco analisa os pedidos de refinanciamento e, a depender de cada caso, concede (ou não) o crédito solicitado. Vale lembrar, no entanto, que esse tipo de concessão torna-se mais fácil de ser obtido por conta do bem imóvel dado em garantia. Ou seja, a instituição financiadora se assegura acerca do pagamento do empréstimo realizado por conta da propriedade em nome de quem o solicita.

Para tanto, o interessado deve ir até o banco e fazer uma simulação do empréstimo — ou, para quem preferir, essa simulação pode ser realizada de forma online nos sites das instituições. Utilizar a internet nesse momento economiza tempo e energia, considerando que é possível analisar, de forma prévia, quais são as instituições que oferecem melhores condições de pagamento do refinanciamento de imóvel.

É importante ter em mãos a matrícula atualizada do imóvel que servirá de garantia ao procedimento, visto que ele será avaliado pelo corretor da agência. Sendo aprovado, ele terá seu valor estipulado e o proprietário solicitará a quantia do empréstimo desejado.

Nesse viés, é preciso mostrar ao funcionário da agência os documentos pessoais, que incluem, geralmente, o Registro Geral (RG), o Cadastro de Pessoa Física (CPF), os dados para contato (telefones, e-mail e endereço), um comprovante de residência, um comprovante de estado civil e um comprovante de renda mensal.

Quem é casado pode ser solicitado a apresentar, também, a documentação de seu cônjuge. Por isso, vale organizar com antecedência todos esses documentos, para não perder tempo no momento de apresentá-los.

Por ser um empréstimo, pessoas com bom histórico de pagamento, que apresentam suas contas em dia e que, claro, não apresentam restrições no CPF, têm uma chance maior de obtenção desse crédito. Se você se enquadra nesse perfil, fique tranquilo ao solicitar o refinanciamento de imóvel.

Quais são as vantagens de obter esse crédito pessoal?

A taxa de juros é um dos componentes que mais importam diante de um financiamento, justamente porque eles influenciam (e muito!) no valor das parcelas mensais de quitação da dívida.

No crediário do refinanciamento de imóvel, há três tipos de juros: O primeiro é a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o segundo é o prêmio dos seguros de Morte ou Invalidez Permanente (MIP) e o terceiro é o chamado Danos Físicos do Imóvel (DFI), conforme alíquotas em vigência.

No entanto, nesse procedimento, os juros acabam sendo mais baixos por conta de seu funcionamento próprio — a partir da propriedade em nome do solicitante dada em garantia. Pode parecer uma atitude simples, mas essa caução auxilia bastante na obtenção de ótimos benefícios.

Para tornar mais fácil a visualização, veja este exemplo de juros baixos: com um valor de R$ 50 mil reais dividido em 12 parcelas fixas, por exemplo, ao estabelecer uma quantia de 3% ao mês de juros cobrada pelo empréstimo pessoal, o valor final será de R$ 61.560,76. Porém, se a mesma quantia de R$ 50 mil reais for utilizada em cartão de crédito, o cliente terá que pagar 87.462,07.

Além disso, conseguir valores altos e um prazo longo para a sua quitação são outras duas vantagens para requisitar esse tipo de empréstimo. O cliente conseguirá dispor de um valor a partir de R$ 20 mil reais até 50% do valor da casa ou apartamento oferecido como garantia e, para o pagamento desse refinanciamento, as parcelas poderão ser divididas em 240 meses para a quitação do empréstimo, isto é, em 20 anos.

Nessa análise, se a pessoa for comparar essa linha de crédito às outras existentes nas instituições financeiras, certamente verá que o empréstimo obtido por meio do refinanciamento de imóvel oferece benefícios muito mais vantajosos.

Quando é interessante refinanciar o imóvel?

Como o refinanciamento de imóvel oferece um valor considerável ao solicitante, que é pago de uma única vez, torna-se possível a sua utilização de diversas maneiras, a depender dos objetivos de cada família. Veja, a seguir, opções interessantes para saber quando o refinanciamento é mais proveitoso:

Endividamento com linhas de empréstimos caras

Como mencionado acima, as taxas de juros nos diversos tipos de empréstimos existentes no mercado são, na grande maioria das vezes, as grandes vilãs que influenciam o endividamento da população.

Por isso, quem já tem uma residência em seu nome e verificou que as taxas de juros para financiar um outro bem — seja ele móvel, imóvel ou relacionado à questões estudantis, por exemplo — estão abusivas, pode ser uma boa ideia requerer o refinanciamento de imóvel para quitar essa linha de empréstimo mais cara.

Isso faz com que todas as dívidas sejam pagas e que, pelas vantagens de juros mais baixos e prazo estendido para pagamento no procedimento do refinanciamento, seja possível a quitação dos débitos em aberto de forma tranquila.

Ou seja, se você solicitou um novo empréstimo e percebeu que pode ser uma fria, se adiante e não deixe essa situação causar um buraco em seu orçamento mensal. Solicite um refinanciamento e evite prejuízos!

Vontade de abrir o próprio negócio

O reaquecimento da economia, a vontade de ser o próprio patrão e o desejo de não precisar cumprir horários específicos no trabalho figuram como os motivos chamativos para a abertura do próprio negócio.

Quem tem coragem e efetivamente coloca em prática esses planos, sabe que precisa de uma boa quantia de reserva, independentemente do ramo de atuação. Começar o próprio empreendimento requisita um ponto comercial, a formação de uma equipe, a possibilidade de comprar insumos, entre tantos outros pontos necessários.

Por isso, o refinanciamento de imóvel pode ser bastante interessante para pessoas que desejam mudar de vida, tornando-se empreendedores. Se você já tem uma casa ou apartamento em seu nome e almeja se aventurar no mundo dos negócios, tenha em mente acerca da possibilidade de refinanciar sua propriedade e obter uma quantia considerável para dar um início a esses planos.

Empenho em fazer um curso no exterior

Da mesma forma, diante do mercado atual, existe uma diversidade de cursos — estudantis ou profissionalizantes — pelo mundo afora, podendo funcionar como um diferencial importante no currículo para conseguir aquele emprego dos sonhos.

Há, ainda, quem deseje fazer determinado curso em uma universidade ou estabelecimento de renome para ganhar mais expertise de trabalho e, de quebra, vivenciar outra cultura, mesmo que de forma temporária.

Para quem já tem uma família formada, com filhos dependentes, por exemplo, e almeja experimentar essa vivência em um país diferente, sabe que a quantidade de dinheiro a ser gasta acaba sendo maior. Por isso, o refinanciamento de imóvel surge, mais uma vez, como uma possibilidade interessante.

Como ele é descontado diretamente da conta do solicitante, o seu pagamento ocorre mesmo para quem está vivendo em outro país. Em outros termos, você pode viajar de forma tranquila e levar a sua família, sabendo que a quitação do débito em aberto ocorrerá mês a mês. Para não ter problema, deixe um procurador de confiança para cuidar de possíveis contratempos.

Desejo de viajar

Você já ouviu o termo ano sabático? Pois bem, algumas pessoas desejam passar um ano direcionando as suas energias a projetos pessoais, a partir de uma licença de suas vidas profissionais.

Geralmente, esse ano sabático é realizado de forma itinerante, a partir da realização de viagens pelo Brasil ou mundo afora, e pode estar relacionado a todo e qualquer tipo de turismo: espiritual, cultural, voluntário, gastronômico, entre outros.

Há, ainda, quem simplesmente tenha vontade de colocar a mochila nas costas e realizar a viagem dos sonhos, seja em família, seja sozinho. De qualquer modo, viajar sem gastar é praticamente impossível e, por isso, o refinanciamento de imóvel pode ajudar, mais uma vez.

Se você tem em mente uma viagem dos sonhos e deseja colocá-la em prática, conte com esse procedimento e vá atrás do seu ano sabático, do feriado na Disney ou da natureza do Machu Picchu, no Peru.

Imprevistos com a saúde

De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), quase 70% dos brasileiros não têm plano de saúde particular.

É de conhecimento de todos que o Sistema Único de Saúde (SUS), o programa de saúde pública oferecido no nosso país, tem grandes falhas, apresentando uma demora considerável para quem necessita de qualquer procedimento.

Assim, como imprevistos acontecem e, infelizmente, eles podem estar relacionados à saúde de algum componente da família, é importante contar com um dinheiro em mãos para qualquer contratempo nessa área.

Como o dinheiro é pago mediante uma única parcela, logo após a concessão do refinanciamento imobiliário, essa quantia pode ser muito útil quando se tratar da vida de alguém.

Necessidade do dinheiro em mãos

Essa última vantagem é extremamente genérica de forma proposital, considerando que há diversos motivos que podem funcionar como necessários para a solicitação do refinanciamento de imóvel.

Por isso, se você precisa do dinheiro em mãos para qualquer destinação, saiba que, como esse tipo de procedimento não direciona a sua atuação em segmentos específicos, será possível obter o crédito.

Analise a situação, veja se é possível quitar a nova dívida de forma pontual, verifique a documentação de seu cônjuge e realize a simulação do empréstimo. Assim fica mais fácil avaliar suas condições e como se dará o seu pagamento.

Quais são as etapas do refinanciamento de imóvel?

Por ser um processo que envolve quantias consideráveis de dinheiro e, como já mencionado, pela instituição financiadora precisar se assegurar quanto ao pagamento da dívida, o refinanciamento de imóvel envolve etapas importantes e necessárias. Veja, a seguir, quais são elas.

Início do processo

O início desse procedimento refere-se à definição de um objetivo para o requerimento do financiamento, justamente para facilitar as próximas etapas. Nesse momento, é importante já separar a documentação pessoal do solicitante — e, também, do seu cônjuge, caso seja casado — para economizar tempo na hora de apresentá-los.

Escolha do banco

Escolher o banco é um passo essencial para a solicitação do refinanciamento de imóvel. Isso porque, embora seja um procedimento mais facilitado, seja pelas menores taxas de juros, seja pelo prazo estendido para o pagamento da dívida, ele pode ter algumas diferenças variantes em cada instituição.

Por isso, a dica é realizar simulações online no maior número possível de instituições financiadoras. De quebra, ter em mãos as diferentes condições exigidas dá um grande poder de barganha ao solicitante.

Análise do crédito

Depois de escolhido o banco ideal, uma análise do crédito é procedida pela própria instituição. Nesse momento, o valor do imóvel é levado em consideração para a definição do montante a ser liberado como empréstimo.

Análise jurídica

O setor jurídico também tem um papel importante, ao verificar toda a documentação juntada e avaliar a sua veracidade. Importante ressaltar, inclusive, que todos os detalhes são passíveis de análise.

Por isso, seja cuidadoso e prepare de forma organizada toda a documentação pertinente. Solicite vias atualizadas, tanto dos documentos pessoais, como da papelada referente ao imóvel, e pense que a prevenção é o melhor remédio — imagine só ter o refinanciamento imobiliário negado e precisar correr atrás de tudo uma segunda vez? Pois bem, evite essa situação.

Análise do imóvel

Para a devida análise do imóvel, o banco solicita o parecer de um engenheiro devidamente credenciado ao órgão responsável por essa associação profissional, qual seja, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

Essa avaliação demonstra se o bem foi devidamente construído, a partir das normas de construção vigente. Ou seja, busca assegurar a segurança do imóvel e acerca da existência de riscos (ou não) sobre a residência nesse local.

Emissão e assinatura do contrato

Se o procedimento chegou a essa etapa, comemore! Isso significa que o banco aprovou o seu pedido de refinanciamento imobiliário e que esse processo está próximo de chegar ao fim.

A emissão do contrato é feita pela própria instituição financiadora e requer a devida assinatura de ambas as partes para a sua formalização. Leia todas as suas cláusulas e evite transtornos. Contar com auxílio profissional é importante, sobretudo, nesse momento!

Registro em cartório

Por fim, é necessário registrar a transação feita em cartório. Procure o local em que o imóvel dado em garantia está registrado, leve o contrato até lá e registre o refinanciamento realizado.

Liberação do capital

Agora, sim, é chegado o momento tão esperado: a liberação do dinheiro! Com todo o preparo, cuidado e paciência durante esse processo, saiba que agora você pode utilizar esse valor da maneira que melhor entender. Bom proveito!

Sabendo o funcionamento do refinanciamento de imóvel, como a sua concessão ocorre, em quais momentos requerê-lo e as suas etapas de funcionamento, torna-se muito mais fácil realizar os sonhos que ainda estão no plano das ideias. Utilize as nossas dicas e tenha sucesso nessa empreitada!

Fonte: Como Comprar um Apartamento

 

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